quarta-feira, 16 de junho de 2010
Poder da Criação no Pelourinho
Poder da Criação
João Nogueira - Paulo Cesar Pinheiro
Não, ninguem faz samba só porque prefere
Força nenhuma no mundo interfere
Sobre o poder da criação
Não, não precisa se estar nem feliz nem aflito
Nem se refugiar em lugar mais bonito
Em busca da inspiração
Não, ela é uma luz que chega de repente
Com a rapidez de uma estrela cadente
Que acende a mente e o coração
É faz pensar que existe uma força maior que nos guia
Que está no ar
Bem no meio da noite ou no claro do dia
Chega a nos angustiar
E o poeta se deixa levar por essa magia
E o verso vem vindo e vem vindo uma melodia
E o povo começa a cantar, lá laia laiá
Lá lá laía laiá
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Súplica no Fantástico
Súplica
João Nogueira - Paulo Cesar Pinheiro
O corpo a morte leva
A voz some na brisa
A dor sobe pra'as trevas
O nome a obra imortaliza
A morte benze o espírito
A brisa traz a música
Que na vida é sempre a luz mais forte
Ilumina a gente além da morte
Venha a mim, óh, música
Vem no ar
Ouve de onde estás a minha súplica
Que eu bem sei talvez não seja a única
Venha a mim, oh, música
Vem secar do povo as lágrimas
Que todos já so.....frem de......mais
E ajuda o mundo a viver em paz
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Programa Ensaio
Espelho
João Nogueira - Paulo César Pinheiro
Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz
Eh, vida boa, quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai
João Nogueira - Paulo César Pinheiro
Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz
Eh, vida boa, quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai
Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás
Eh, vida à toa, vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás
Eh, vida à toa, vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai
E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já
Eh, vida voa, vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já
Eh, vida voa, vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
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domingo, 13 de junho de 2010
Gostaria que os novos sambistas fossem como os antigos ou os genuínos contemporâneos.
Não apenas na qualidade musical, afinal, isso é o mais difícil, mas, que tivessem esses novos sambistas de tempos de globalização, internet, youtube e etc o caráter e a dignidade de outros tempos. Tem gente que grava vídeo em casa e põe na rede, como se fosse repercutir um talento inexistente, apresentação de botequim virou show, disco feito em casa, discografia, mas o público não é burro, afinal, na homeopatia não existe receita pra talento. Talento é inato.
Talento é aquilo que deus status de gênio à Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia. E mesmo com tanta genialidade a humildade sóbria, sobrava à essas figuras.
Não falo só dessas figuras memoráveis, Guilherme de Brito, Nelson Sargento, Carlos Cachaça, Monarco e etc. Você já ouviu Saudades da Guanabara com Moacyr Luz ao violão? Já ouviu Paulo César Pinheiro
declamar Oba de Xangô?
Nenhum dos citados se considera ou se considerou algum dia “dono do samba”, nenhum deles é o cacique, é general da banda, não. Todos são soldados desse imenso batalhão de Jorge (como diria aquele samba).
Hoje os neo sambistas querem usar os seus chapéus de panamá, utilizar sapato bicolor e principalmente se sentirem superiores aos “mortais” e aos sambistas menos puros que eles. Afinal, eles têm sangue real, azul.
Ai que saudade de João Nogueira, Roberto Ribeiro, ah, como é bom ver o sucesso do Zeca, mantendo muitas chamas acesas.
E que saudade de Luiz Carlos da Vila, Adoniran.
Que tremenda saudade de um tempo em que o samba era um samba imperial no alto da sua humildade. Um tempo capaz de fazer quem não era sambista de fato criar sambas que os sambistas de hoje não são capazes de fazer.
“A tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim...”
domingo, 6 de junho de 2010
Dias de João.
Essa semana falarei e postarei sobre João Nogueira, afinal, dia 5 de junho completou dez anos de ausência física desse monstro sagrado da música brasileira, que através de intérpretes como Clara Nunes se perpetuou em nossos ouvidos, com melodias e versos de valor inestimável.
Vai valer a pena conferir.
sábado, 5 de junho de 2010
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