domingo, 13 de junho de 2010

Gostaria que os novos sambistas fossem como os antigos ou os genuínos contemporâneos.
Não apenas na qualidade musical, afinal, isso é o mais difícil, mas, que   tivessem esses novos sambistas de tempos de globalização, internet,   youtube e etc o caráter e a dignidade de outros tempos. Tem gente que grava vídeo em casa e põe na rede, como se fosse repercutir um talento inexistente, apresentação de botequim virou show, disco feito em casa, discografia, mas o público não é burro, afinal, na homeopatia não existe receita pra talento. Talento é inato.
Talento é aquilo que deus status de gênio à Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia. E mesmo com tanta genialidade a humildade sóbria, sobrava à essas figuras.
Não falo só dessas figuras memoráveis, Guilherme de Brito, Nelson Sargento, Carlos Cachaça, Monarco e etc. Você já ouviu Saudades da Guanabara com Moacyr Luz ao violão? Já ouviu Paulo César Pinheiro
declamar Oba de Xangô?
Nenhum dos citados se considera ou se considerou algum dia “dono do samba”, nenhum deles é o cacique, é general da banda, não. Todos são soldados desse imenso batalhão de Jorge (como diria aquele samba).
Hoje os neo sambistas querem usar os seus chapéus de panamá, utilizar sapato bicolor e principalmente se sentirem superiores aos “mortais” e aos sambistas menos puros que eles. Afinal, eles têm sangue real, azul.
Ai que saudade de João Nogueira, Roberto Ribeiro, ah, como é bom ver o sucesso do Zeca, mantendo muitas chamas acesas.
E que saudade de Luiz Carlos da Vila, Adoniran.
Que tremenda saudade de um tempo em que o samba era um samba imperial no alto da sua humildade. Um tempo capaz de fazer quem não era sambista de fato criar sambas que os sambistas de hoje não são capazes de fazer.
“A tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim...”

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